O Rio Grande do Norte apresentou taxa de desocupação de 5,6% no segundo trimestre de 2026, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua Trimestral), divulgados nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em Natal, o índice foi de 6,3%.
O IBGE estima que 83 mil potiguares estavam desocupados entre abril e junho. Já o nível de ocupação ficou em 48,5%, uma redução.
Entre os trabalhadores do setor privado, 435 mil tinham carteira assinada, enquanto outros 202 mil trabalhavam sem registro formal. O rendimento médio mensal real habitual ficou em R$ 2.861, apresentando estabilidade no trimestre, mas abaixo dos R$ 3.022 registrados entre janeiro e março.
Outro dado que chama atenção é a informalidade. 571 mil potiguares estavam em situação de trabalho informal, o equivalente a uma taxa de 41,3%. Apesar de elevada, a proporção ficou abaixo da média da Região Nordeste, de 48,7%.
O levantamento também aponta a existência de 58 mil pessoas desalentadas no estado. São pessoas que estão fora da força de trabalho, não estão procurando emprego, mas poderiam trabalhar e desistiram de buscar uma oportunidade por fatores como falta de qualificação, idade, ausência de vagas ou poucas oportunidades na região onde vivem.
Os números mostram um mercado de trabalho potiguar com desemprego relativamente baixo, mas ainda marcado por informalidade, redução no rendimento médio e um contingente expressivo de pessoas afastadas da busca por emprego.




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