A Coreia do Sul acaba de lançar uma das mais ambiciosas agendas tecnológicas de sua história. Batizada de “Seven Major SEED”, a estratégia apresentada nesta quarta-feira (12) pelo governo de Lee Jae Myung busca criar novos motores de crescimento econômico para o país, reduzindo a dependência de setores já consolidados, como semicondutores e inteligência artificial..
O projeto estabelece metas que parecem saídas de um roteiro futurista. A principal delas é realizar um pouso lunar em 2030, seguido por uma segunda missão em 2032. O país também pretende desenvolver uma rede própria de comunicação via satélite em órbita baixa até 2035.
Na computação quântica, a meta é desenvolver até 2029 um processador nacional de 100 qubits com correção de erros e, até 2035, transformar a Coreia do Sul em líder mundial na fabricação de chips quânticos. O país já possui um plano específico para formar 10 mil profissionais e impulsionar 2 mil empresas do setor.
A energia também está no centro da estratégia. Seul quer comercializar reatores nucleares modulares pequenos (SMRs) nacionais até 2035, além de avançar em fusão nuclear, hidrogênio, energia solar e eólica offshore.
Na biotecnologia, a aposta é igualmente ousada: infraestrutura de biotecnologia baseada em IA, laboratórios autônomos, terapias avançadas e produtos de interface cérebro-computador comercializados até 2035.
A mensagem de Seul é clara: o futuro econômico será disputado antes que ele chegue. A Coreia do Sul quer estar entre os países que não apenas acompanham a próxima revolução tecnológica, mas ajudam a defini-la.

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