Nos últimos meses, um novo tipo de golpe vem preocupando especialistas em segurança digital: o golpe da ligação silenciosa. A prática, aparentemente inofensiva, tem como objetivo captar a voz da vítima para que criminosos usem inteligência artificial na clonagem de fala.
Como funciona o golpe
O processo é simples: a vítima recebe uma chamada de um número desconhecido e, ao atender, escuta apenas silêncio. Muitas vezes, por educação, a pessoa responde com frases curtas como “alô”, “oi” ou até um simples “sim”.
Esses poucos segundos são suficientes para que fraudadores capturem o tom, ritmo e timbre da voz. Depois, com ferramentas de clonagem de áudio, eles conseguem criar uma versão falsa e convincente da fala da vítima.
Com a voz clonada, criminosos entram em contato com familiares ou amigos, fingindo estar em apuros, e pedem transferência imediata de dinheiro via PIX ou outra forma de pagamento.
Exemplo real do golpe
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Caso 1: Uma mãe em São Paulo recebeu um áudio pelo WhatsApp da suposta filha pedindo dinheiro para pagar um táxi. A voz parecia idêntica, mas era fruto de clonagem. Por sorte, ela desconfiou e ligou diretamente para a filha antes de transferir qualquer valor.
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Caso 2: Em Belo Horizonte, um idoso recebeu ligação de um “neto” que dizia estar em uma emergência médica. A voz, apesar de convincente, era artificial. Felizmente, a família percebeu inconsistências na conversa e evitou o prejuízo.
Como se proteger
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Espere a outra pessoa falar primeiro antes de responder.
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Evite responder “sim” logo de cara.
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Se a chamada ficar em silêncio, desligue imediatamente.
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Bloqueie e reporte números suspeitos.
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Nunca compartilhe dados pessoais em ligações ou mensagens não verificadas.
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Em caso de dúvida, confirme sempre a informação diretamente com o familiar por outro canal (ligação de vídeo, ligação para o número já salvo, etc.).
Conclusão
A tecnologia trouxe facilidades, mas também abriu portas para novos golpes. O golpe da ligação silenciosa mostra como alguns segundos de descuido podem ser suficientes para que criminosos se aproveitem da boa-fé das pessoas.
A melhor defesa continua sendo a informação e a desconfiança saudável diante de contatos inesperados.


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