Se tem uma coisa que brasileiro sabe fazer, além de pagar boleto com um sorriso amargo no rosto, é acreditar na promessa de um carnaval 2025 épico. Mas, amigos, o que rolou esse ano foi uma verdadeira viagem… e nem foi de ida e volta! Como diria o novo hino popular dessa epopeia frustrante: vai no trem!
A cidade toda se preparou fantasias que só existiram no PowerPoint e um trio elétrico que, bem… não tinha eletricidade, aliás teve até a metade. Mas nada disso impediu os foliões de cantarem em coro: vai no trem!
A organização prometeu um espetáculo de luzes e som, mas entregou meia dúzia de caixas de som que falhavam mais que promessa de político em época de eleição. O mestre de cerimônias, que deveria animar a multidão, desapareceu misteriosamente – talvez tenha ido no trem também. O pessoal na avenida olhava para os lados esperando a mágica acontecer, mas a única coisa que veio foi o aviso da polícia dizendo que a festa precisava acabar mais cedo. E todo mundo repetia: vai no trem!
E a descida do trio? Bom, ficou na metade do caminho nem conseguiu chegar ao final. Resultado: o povo teve que improvisar e descer aladeira a pé, puxando o samba no gogó. O público, fiel, aplaudia e gritava: vai no trem!
No fim, o grande momento da noite – a esperada queima de fogos – consistiu em dois rojões e uma vela de aniversário soprada pelo vento. Mas como bom brasileiro, a galera não desistiu e continuou na farra, porque se não tem espetáculo, tem meme. E o maior legado desse carnaval vai ser, sem dúvida, o bordão que já virou mantra: vai no trem!
Ano que vem tem mais, ou pelo menos metade disso. Até lá, seguimos esperando… e se nada acontecer, a gente pelo menos canta: vai no trem!


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