A menos de uma semana do segundo turno das eleições para o Governo do Rio Grande do Norte, os programas de Allyson Bezerra (União Brasil) e Cadu de Lula (PT) apresentam convergência de 55,6% e 40,5%, respectivamente, com a agenda liberal defendida pelo Livres. Os dados são do Índice de Convergência Liberal, que compara os planos registrados no Tribunal Superior Eleitoral com 63 propostas estaduais da organização para 2026.
Os dois candidatos contemplam integralmente seis medidas, incluindo formação continuada de professores, monitoramento da evasão escolar, capacitação policial e orçamento orientado a resultados. Entretanto, outras 11 propostas não aparecem em nenhum dos programas, entre elas câmeras corporais nas polícias e medidas específicas contra a infiltração do crime nas corporações.
Na educação, Allyson prevê o Prêmio RN Mais IDEB para reconhecer escolas, profissionais e estudantes com bons resultados, mas não esclarece se haverá incentivo financeiro. Cadu defende avaliações para identificar avanços e ajustar estratégias, sem responsabilizar isoladamente escolas ou profissionais. Para o Livres, essa posição diverge da proposta de bonificação por metas.
Na saúde, Cadu propõe integrar a regulação, estabelecer prioridades clínicas e dar transparência ao atendimento, modelo considerado equivalente à fila única. Allyson prevê integrar dados e reduzir o tempo de espera, mas não explicita a adoção de uma fila única transparente.
O levantamento também analisa as parcerias privadas. Allyson condiciona concessões a estudos de viabilidade, competição e controle público. Cadu prevê avaliar concessões e parcerias, mantendo o Estado como planejador e indutor do desenvolvimento. O Livres considera essas posições divergentes de sua proposta de desestatização. No total, Cadu recebeu duas classificações de divergência, enquanto Allyson não recebeu nenhuma.
O estudo ainda aponta aspectos que precisam de detalhamento, como o critério de “bom comportamento” na bolsa estudantil de Allyson e as salvaguardas para o governo digital preditivo de Cadu. Nenhuma proposta foi excluída por incompatibilidade constitucional.
O índice considera compromissos para o mandato de 2027 a 2030. Convergências plenas recebem um ponto, e parciais, meio ponto. Divergências e temas ausentes recebem zero. O Livres ressalta que o levantamento não recomenda votos nem avalia a qualidade das candidaturas.
Fonte: gabriela.moura@jangada.in




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