O maior banco da América Latina quer mais e já negocia aquisições para acelerar a transformação.
O Nubank basicamente inaugurou o setor de bancos digitais no Brasil e levou menos de uma década para se tornar também o banco mais valioso da América Latina. Depois de dominar o Brasil e replicar o modelo no México e na Colômbia… chegou a hora de pintar outros territórios de roxo.
O tamanho da ambição: com o negócio concentrado em apenas três países latino-americanos, o roxinho chegou a ~140 milhões de clientes e US$ 65 bilhões em valor de mercado. Agora, tenta repetir a fórmula em mercados onde cada cliente pode gerar muito mais receita.
Nos EUA
A estratégia é construir a própria operação e a porta de entrada foi Miami: o Nu estreou nos EUA neste mês com contas, cartões e remessas, em parceria inicial com o Lead Bank. O motivo é o tamanho do prêmio, com a comunidade latina americana movimentando uma riqueza anual equivalente a 2x o PIB do Brasil (US$ 4,4 trilhões).
Na Europa
A outra estratégia é comprar escala pra encurtar caminho: segundo Sky News e Bloomberg, o Nubank está em negociações pra adquirir a fintech Monzo, numa transação entre £8 bi e £10 bi. Em vez de começar do zero, o roxinho chegaria na Europa já com ~16 milhões de clientes, operação estabelecida no Reino Unido e licença bancária na Irlanda pra expandir pela UE.
A motivação não é falta de crescimento. O Nubank ainda avança quase 40% em receita, e no 2T26 o lucro líquido trimestral passou de US$ 1 bilhão pela primeira vez. Só que fora daqui o potencial de um cliente pode ser 10x maior e, se conseguir espaço nos EUA e na Europa, o próximo salto de receita pode vir de uma base proporcionalmente menor.
Fonte e Imagem: tech@newsletter.thedrops.com.br




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