Construir ficou mais caro para o potiguar, e a alta acumulada de 7,19% em 12 meses aumenta a pressão sobre quem sonha em ter um imóvel próprio.
O sonho da casa própria está ficando cada vez mais pesado para o bolso dos potiguares. Em setembro de 2026, o custo médio do metro quadrado da construção civil chegou a R$ 1.870,25 no Rio Grande do Norte, segundo dados do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Embora o indicador tenha apresentado uma variação de apenas 0,17% em julho, abaixo dos 2,12% registrados em junho, o cenário acumulado continua preocupante para quem pretende construir. No ano, o custo potiguar subiu 6,89% em relação ao mesmo período de 2025, a sexta maior variação do país. Já nos últimos 12 meses, a alta alcançou 7,19%.
Na prática, o dinheiro necessário para erguer uma casa precisa ser cada vez maior. Quem planejou a obra com base nos preços do ano passado pode encontrar um orçamento bem diferente na hora de comprar os materiais e contratar os serviços.
Material pesa mais que a mão de obra
A maior parcela do custo está nos materiais de construção, que chegaram a R$ 1.134,45 por metro quadrado. Já a mão de obra representou R$ 735,80. O Rio Grande do Norte registrou, inclusive, o menor custo de mão de obra do país — um dado positivo, mas que não elimina o peso da conta final.
Para uma família que depende do próprio salário, cada aumento pode significar uma escolha difícil: construir menos, adiar a obra, recorrer a empréstimos ou continuar pagando aluguel enquanto tenta juntar dinheiro.
O problema não se resume a levantar paredes. Ainda existem despesas com terreno, documentação, instalações, acabamento e outros itens que podem elevar consideravelmente o investimento total.
Os números do IBGE deixam um alerta: mesmo quando a variação mensal desacelera, o custo acumulado continua pressionando o orçamento. Para muitos potiguares, conquistar a casa própria não depende apenas de planejamento e esforço, mas também de conseguir acompanhar uma conta que cresce mais rápido do que suas possibilidades financeiras.
Fonte: mailto:comunica.rn@ibge.gov.br




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