Se você acha que o Mbappé teve um dia ruim ontem, espera até ver o da IBM: a veterana tech americana sofreu a pior queda diária nas ações desde 1987, perdendo ¼ do marketcap e apagando ~US$ 70 bilhões do seu valor de mercado… em um dia!
O que rolou? A empresa cresceu, mas não quanto esperavam. E para o CEO Arvind Krishna, a culpa é dos clientes redirecionando o capex trimestral
A grana apareceu: para servidores, storage e memória, com geral querendo infra antes que os preços subam ainda mais.
A grana sumiu: dos orçamentos de software e consultoria, que supostamente iriam para os bolsos da IBM.
Para entender o tamanho do tombo, precisamos lembrar da altura:
entre 2013-2020, enquanto o mercado tech triplicava de tamanho, a IBM seguia o caminho oposto, acumulando 22 trimestres encolhendo e seis anos sem crescer um centavo.
entre 2021-2025, com novo CEO no comando, a IBM trouxe novos investidores (incluindo o governo americano) e vendeu o segmento de infraestrutura para focar em software e consultoria. A empresa cresceu +130% no período.
Hoje a IBM é essencialmente uma empresa de software + consultoria, com um pedaço menor de infraestrutura. A divisão grosseira da receita (~US$ 60-65 bi/ano):
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Software (~45%): o coração da tese, com Red Hat (OpenShift, Linux enterprise), automação, dados e IA (watsonx), segurança. É o segmento que cresce e que sustenta a margem.
- Consulting (~30%): braço de serviços que implementa transformação digital nos clientes. Cresce pouco, mas é o canal de distribuição do software.
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Infrastructure (~15%): mainframes (linha z), servidores Power, storage. Negócio cíclico: dá pico quando lança mainframe novo, depois esfria.
A queda coloca ainda mais lenha na fogueira da narrativa de que as ferramentas de inteligência artificial vão disruptar o negócio das empresas SaaS – às vezes sem precisar fazer nada diretamente, só roubando o orçamento dos clientes.
Fonte: tech-drops-newsletter@mail.beehiiv.com

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