Depois do aumento surreal da carne e do ovo, agora a nova ameaça à mesa do brasileiro é o temido reajuste do fubá de milho. Sim, aquele mesmo que dá origem ao nosso amado cuscuz, herança sagrada do café da manhã, do almoço, do jantar e, para os mais tradicionais, até da ceia. Se o aumento se confirmar, podemos estar diante do maior colapso gastronômico da história nacional.
Especialistas do ramo alimentício, meteorologistas e até o vizinho fofoqueiro apontam diferentes culpados para o iminente desastre: uns dizem que é culpa da chuva, outros da seca, alguns alegam que os produtores de milho decidiram investir em bitcoins, e há quem afirme que tudo começou quando alguém pisou no milho de uma oferenda na encruzilhada errada. O fato é que o preço do milho já começou a subir mais rápido que foguete de bilionário indo passear no espaço.
O impacto do aumento do fubá pode ser catastrófico. O que será dos nordestinos sem seu cuscuz quentinho? Como explicar para a dona Maria que agora um simples cuscuz com ovo será considerado prato gourmet? E o que será dos brasileiros que já estavam planejando substituir o ovo caro por um cuscuz reforçado?
Diante dessa ameaça, já surgem alternativas drásticas. Alguns aventureiros propõem plantar milho no quintal, mas esquecem que a vovó sempre disse que milho plantado com pressa só dá espiga raquítica. Outros sugerem substituir o fubá por mandioca, mas o risco de heresia culinária é grande. Há ainda aqueles que acreditam que a solução está em criar um novo alimento revolucionário: o “cuscuz de vento”, que seria apenas um prato vazio com muita imaginação.
A verdade é que o brasileiro é resistente. Se já conseguimos transformar sardinha enlatada em banquete e reinventar a carne moída como iguaria de luxo, certamente acharemos uma saída. Mas fica o alerta: com o café subindo demais, já tem gente colocando a culpa no saci, e se faltar cuscuz, aí sim o país para de vez.
Por enquanto, nos resta rezar para São João, santo padroeiro das festas regadas a milho, e torcer para que essa profecia não se cumpra. Porque se cuscuz virar artigo de luxo, aí já é o fim do mundo!




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