A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT) avalia que já existe espaço para o início de um movimento de queda na taxa básica de juros da economia brasileira. Atualmente em patamar elevado, a Taxa Selic continua pressionando diversos setores produtivos e dificultando o acesso ao crédito necessário para investimentos, modernização industrial e expansão da produção.
Segundo a entidade, os efeitos dos juros altos são particularmente sentidos pela indústria, que depende fortemente de financiamento para manter sua atividade. Segmentos como o têxtil e o de confecção enfrentam custos financeiros cada vez mais elevados, o que reduz a competitividade, encarece o capital de giro e acaba limitando novos projetos e contratações.
A avaliação da ABIT ocorre em um cenário no qual a inflação acumulada em 12 meses gira em torno de 3,88%. O índice ainda está acima do centro da meta estabelecida pelo Banco Central do Brasil, mas permanece abaixo do teto permitido pelo sistema de metas de inflação. Para a entidade, esse quadro já permitiria ao Comitê de Política Monetária (Copom) iniciar um processo gradual de flexibilização da política monetária.
Mesmo diante das incertezas do cenário internacional — especialmente com a escalada de tensões associadas à Guerra no Oriente Médio e seus possíveis reflexos sobre os preços de energia — a associação acredita que há espaço para um primeiro movimento cauteloso de redução da Selic.
Na visão da ABIT, um corte inicial nos juros funcionaria como um sinal importante de confiança na trajetória de convergência da inflação. Além disso, poderia representar um alívio relevante para a atividade econômica, estimulando investimentos, produção e geração de empregos.
A entidade defende que o equilíbrio entre controle inflacionário e estímulo à atividade produtiva é fundamental para garantir um crescimento econômico mais consistente e sustentável para o país nos próximos meses.
Fonte: Ricardo Viveiros ﹠ Associados — Oficina de Comunicação

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