Uma pesquisa da Nexus revela que 43% dos moradores do Nordeste nunca ouviram falar do El Niño, índice superior à média nacional de 36% e semelhante ao registrado na região Norte. Entre os nordestinos que conhecem o fenômeno, 12% acompanham muito o tema, 13% acompanham um pouco, 6% sabem o que é, mas não acompanham, e 16% já ouviram falar, mas têm pouco conhecimento.
O El Niño é um fenômeno climático natural provocado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, capaz de alterar a circulação dos ventos e provocar mudanças no clima. A previsão de intensificação do fenômeno pode aumentar a ocorrência de eventos extremos, como chuvas intensas, ondas de calor, secas prolongadas e erosão costeira.
Apesar do elevado desconhecimento, 52% dos nordestinos afirmam que o clima da região mudou muito no último ano. As ondas de calor intenso foram apontadas por 59% como o principal efeito percebido, seguidas pelas enchentes (21%), secas prolongadas (17%) e tempestades de vento (5%). Outros 11% disseram não ter percebido eventos extremos.
Após receberem uma explicação sobre o fenômeno, 53% dos entrevistados afirmaram ter muito medo dos impactos do El Niño no Brasil, o maior percentual entre todas as regiões e acima da média nacional, de 47%. Apenas 14% disseram não sentir nenhum medo.
A preocupação também está relacionada à percepção de falta de preparo das cidades: 66% consideram que o governo local não está nada preparado para enfrentar eventos climáticos extremos. Apenas 5% avaliam suas cidades como totalmente preparadas.
Entre os principais temores estão a inflação dos alimentos (79%), problemas de saúde decorrentes de enchentes e doenças respiratórias (77%), aumento da conta de luz (75%), falta de água (69%) e deficiência de infraestrutura urbana (67%). Para o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, os resultados mostram que o medo do nordestino ultrapassa as questões climáticas e envolve impactos econômicos, sociais, de saúde e de segurança.




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