É curioso como, em tempos de turbulências políticas, a substituição de secretários é tratada como algo digno de manchetes e debates acalorados. Mas, na essência, quem realmente se importa? Essa é uma pergunta que ressoa, não como retórica, mas como reflexão sobre a relevância dessas trocas na vida do cidadão comum.
Sai o secretário. Troca-se o secretário. E a população? Importa-se? Talvez a família do substituído, que depende do salário que ele levava para casa. Talvez o próprio substituto, que celebra a conquista ou lamenta a pressão do novo cargo. Mas e o restante? O coletivo? Importa-se? Só se importará se aquele que deixa o cargo era mais do que um nome na placa. Só se importará se era um agente transformador, um profissional que transcendia o óbvio e fazia a diferença. E sejamos francos: quantos são assim?
Era competente? Era? Ou era apenas mais um, navegando em marés burocráticas, fazendo o mínimo para manter o barco flutuando? Quem se importa? A indiferença coletiva revela que muitos secretários são invisíveis até mesmo quando saem de cena. Substituem-se nomes, rostos e discursos, mas o impacto real permanece um enigma.
Por que deveríamos nos importar? Essa é a verdadeira questão. A troca de um secretário deveria ser algo que desperta curiosidade e atenção apenas quando a competência e a transformação são palpáveis. Quando a política transcende o teatro e toca a realidade. Quando não é apenas um ato burocrático, mas uma promessa de avanço.
Mas no cenário atual, onde tantas trocas ocorrem sem justificativa clara e sem impacto significativo, a pergunta persiste: quem se importa? Nem o partido. Talvez a população comece a se importar quando os secretários se tornarem sinônimos de competência inquestionável e de resultados concretos. Até lá, a indiferença é a resposta mais honesta.
Em Macaíba é assim ou é diferente?




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