[O cenário: um vale amplo, ao entardecer. O sol toca as colinas, e entre luz e sombra surgem duas figuras. Uma veste simples túnica clara, a outra carrega livros e manuscritos. Cristo e Marx se encontram.]
Marx (erguendo a voz):
Vejo em ti, Jesus de Nazaré, o primeiro arauto do que chamo comunismo. Tu expulsaste os vendilhões do templo, ergueu tua voz contra a avareza, e proclamaste que o tesouro não está nas moedas, mas no coração que se doa. Não pregaste o acúmulo, mas o comum. Não exaltaste os poderosos, mas os pobres. Não é isso, então, o comunismo?
Cristo (com olhar sereno):
Karl, dizes bem ao perceber no meu caminho a partilha. Mas recorda: não multipliquei os pobres, multipliquei os pães.
O milagre não foi da miséria, mas da abundância que se reparte. A mesa se torna justa quando cada um tem seu pedaço, e ninguém retém mais do que precisa.
Marx (apertando os manuscritos ao peito):
Então a injustiça está não no pão que existe, mas no punho que o prende, no mercado que o transforma em mercadoria, na máquina que fabrica ricos cada vez mais ricos e pobres cada vez mais pobres. Minha luta é contra a engrenagem que devora homens, contra o capital que ergue tronos sobre ossos de trabalhadores.
Cristo (com voz de esperança):
E eu vim para que todos tenham vida, vida plena, em corpo e em espírito. O pão da boca e o pão da alma. A justiça que clamas, eu chamei de Reino. O Reino onde não há escravo nem senhor, onde o amor é lei, e a fraternidade é semente eterna.
Marx (sorri com respeito):
Talvez, então, teu Evangelho tenha sido o primeiro manifesto, pregado não em tipografias, mas nas praças, nos montes e nas margens dos lagos.
Cristo (olhando o horizonte):
E talvez teu manifesto seja apenas outra forma de anunciar que o pão jamais foi feito para ser guardado, mas para ser partido.
[Silêncio. O vento sopra. Ao fundo, uma multidão invisível parece ouvir. O diálogo não termina: ecoa no tempo, entre cruzes e fábricas, entre altares e assembleias.]
Fonte: Uma criação GPT4 (texto e imagem)


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