Corrupção: Existe corrupção do bem? E o que você quer? Um manual humorado para entender o aspecto?
No grupo do WhatsApp, era mais um dia comum: o tio mandando áudio indignado, o amigo que só acredita na sua corrente, o tiozão com um novo vídeo revelado… e então alguém lançou uma provocação: “Será que não existem corruptos do bem, também?” A partir daí, surgiu uma discussão entre os tipos de corruptos: do bem, do mal, de escondidos e até os de ocultação! Segundo a sabedoria popular, parece mais complexa que muitos casos policiais.
1. O Corrupto do Bem
Esse é aquele que – segundo quem defende – “só quer melhorar a situação”. Dizem que ele “rouba, mas faz”, e por isso suas atitudes são aceitas com um nível de orientação de cabeça e um sorriso de canto de boca. Afinal, não é qualquer um que pensa em quem está “passando necessidade”, dizem. O corrupto do bem tem uma legião de fãs: ele é “pragmático”, faz “o que precisa” e “sem ele, tudo seria pior”. Se ele cai, a cidade para.
2. O Corrupto do Mal
Esse é fácil de identificar. Não importa o que faça, onde você está ou o que promete: é sempre visto como a representação de tudo que há de errado. Geralmente é alguém que – pelo grupo do WhatsApp – “rouba e não faz”, “está no poder só pra si” e até “estraga o nome da nossa terra”. Claro, para muitos ele deveria sair da vida pública imediatamente, mas o problema é que ninguém se lembra direito de como ele entrou, e ele segue ali, quieto, talvez pelo fato de que metade já esqueceu e a outra prefere acreditar no poder da indignação dos áudios de três minutos.
3. O Corrupto de Estimação
Esse tipo tem um fã-clube fiel e incondicional, do tipo que defende em qualquer situação. Não interessa o que se descubra sobre ele; seus apoiadores sempre acham uma justificativa – é um “mal-entendido”, um “exagero da mídia”, ou melhor ainda, “uma armação”.
4. O Corrupto por Afinidade
Obviamente, esse não seria a primeira escolha de ninguém. Afinal, corrupção é ruim, certo? Mas quando se fala de camadas, tudo muda de figura: “ele é do meu tempo”, “pensa como eu”, ou “defende as mesmas coisas que eu defendo”.
No fim das contas, seja corrompido do bem, do mal, de interrogatório ou por extensão, temos uma imensa criatividade para categorizar. No Brasil, há corrupto para todos os gostos e classificações – mas uma coisa é certa: é o único produto nacional que nunca falta em ano eleitoral.




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