Depois de anos trocando farpas nas redes sociais, os cofundadores da OpenAI, Elon Musk e Sam Altman, já vestiram as luvas e os ternos e se enfrentam no tribunal de justiça americano, com o primeiro round no dia 27 de abril de 2026 na formação de um juri composto por 9 pessoas.
Contexto: Musk (um dos cofundadores e primeiro investidor) acusa outros dois cofundadores — o CEO Sam Altman e o presidente Greg Brockman — de quebrarem a promessa de manter a OpenAI como uma organização sem fins lucrativos.
Musk ficou no conselho da OpenAI até 2018, saindo depois de não conseguir convencer os sócios a fundirem a startup com a Tesla. Logo depois, Altman virou o CEO e, já em 2023, Musk lançou a própria startup xAI (com fins lucrativos).
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O que diz Musk: que os dois o manipularam para arrecadar milhões de dólares em doações sob a promessa de criar uma IA segura — em vez de serem movidos pela lucratividade como a Microsoft (que também é citada no processo).
- O que dizem Altman e Brockman: que as acusações não têm fundamentos e são motivadas por ciúme, arrependimento por ter abandonado a OAI e desejo de prejudicar uma empresa concorrente à dele.
O que está em jogo: Musk pede a demissão de Altman e Brockman da operação, a reversão do braço com fins lucrativos e, não menos importante, +US$ 100 bilhões em indenizações, que seriam 100% convertidos para o braço sem fins lucrativos.
Quem sai na vantagem: por enquanto é Musk. Na sexta, ele retirou as acusações de fraude e manteve somente as de enriquecimento ilícito e desvirtuamento da proposta “sem fins lucrativos”. Com isso, a decisão sai do júri popular e fica somente com a juíza federal do caso — que já deu sinais de apoio à tese de Elon.
Round 1, fight!
Fonte e Foto: newsletter@mail.techdrop.news

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