Dizem que a roda começou a girar agora — mas a verdade é que ela nunca parou. Alguns seguem dentro dela, outros tentam guiá-la… e há quem sonhe em quebrá-la. O que há por trás desse movimento que parece sempre o mesmo, mas nunca igual?
A roda gira.
Gira silenciosa para uns, barulhenta para outros. Há quem pense que tudo começou recentemente, talvez com um novo discurso, uma nova cara, uma nova promessa. Engano. Essa roda está em movimento há muito tempo — e cada volta carrega velhas engrenagens travestidas de novidade.
No centro dela, uns se seguram para não cair; nas bordas, outros se empurram para entrar. E, enquanto isso, o chão segue o mesmo — liso para alguns, escorregadio para muitos.
Pergunta-se: alguém seguirá na roda ou seguirá a roda?
Há diferença, e ela é enorme. Seguir na roda é estar preso ao ciclo; seguir a roda é compreender o movimento e, talvez, decidir o rumo.
Mas quem ousará quebrar a roda?
Talvez alguém que enxergue que o giro não é progresso, é repetição. Ou talvez ninguém, porque há conforto na mesmice — e sem mesmice, dizem, não há “coisa nenhuma”.
Boatos circulam. Alusões se multiplicam. Há quem veja um esquema montado, há quem veja apenas coincidência. No fim, tudo se mistura: o dito e o não dito, o explícito e o insinuado. A roda continua girando, indiferente aos que a observam — e implacável com os que tentam pará-la.
Enquanto o tempo gira junto, resta uma certeza: a roda nunca para. Muda o cenário, muda o nome, muda o som do giro, mas o eixo continua o mesmo — firme, invisível e silenciosamente no comando.
E você? Está empurrando a roda, sendo levado por ela… ou esperando o momento certo para ver tudo parar?
Nomes aparecem, somem, surgem outros, e assim a roda gira.


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