Um texto que talvez você entenda… mais tarde.
Nem todo som é barulho. Nem toda ausência é paz. Às vezes, o silêncio é a parte mais alta da conversa — aquela que ninguém ouve, mas todo mundo sente.
Nos últimos tempos, as coisas andaram mudando de forma sutil. A frequência diminuiu, os gestos ficaram mais lentos, e até o olhar passou a carregar uma pergunta que ninguém ousou responder. Quem percebeu, sabe. Quem não percebeu… talvez perceba, quando for tarde demais.
🔹 As entrelinhas que ninguém leu
Muita coisa foi dita sem palavras. Entre uma pausa e outra, havia sinais. Uma pontuação fora do lugar. Uma risada que demorou a chegar. A mensagem estava ali, disfarçada de rotina, camuflada de normalidade. Mas nem tudo que é familiar é eterno. E nem tudo que se vai, avisa.
O que você deixaria de fazer, se soubesse que algo importante vai mudar amanhã?
🔹 Pequenos gestos, grandes silêncios
Há quem pense que tudo está como sempre foi. Que a ausência é só um cansaço, uma fase, um suspiro demorado. Talvez seja mesmo. Ou talvez seja o início de algo que ainda não tem nome, mas já tem peso.
Pessoas somem. Sentidos se esvaziam. Presenças viram lembranças — e nem todas voltam para se explicar.
🔹 Uma última coisa (ou não)
Se algo parecer diferente… preste atenção. Às vezes, é só isso que se espera de quem fica: atenção. E quem sabe, um pouco de memória também. Talvez esse texto seja só um devaneio, um adeus, um até breve. Ou talvez não.
Talvez você devesse se perguntar: o que você está perdendo por achar que ainda tem tempo?

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