A expressiva votação da direita para o Congresso Nacional e para as Assembleias Legislativas começa a desenhar um retrato político que não pode ser ignorado: uma parcela significativa do povo brasileiro parece ter decidido que é hora de mudar o rumo do país.
Depois de décadas de experiências políticas, especialmente com governos e projetos ligados à esquerda, o eleitor passou a cobrar resultados. Desenvolvimento econômico, geração de empregos, redução da carga tributária, segurança, saúde e educação continuam sendo demandas que não podem ficar eternamente no discurso.
Nas ruas, o sentimento de insatisfação aparece de forma cada vez mais evidente. O brasileiro que paga impostos, enfrenta dificuldades e observa outros países avançarem quer saber por que o Brasil, com seus enormes recursos e potencial, continua convivendo com problemas que parecem nunca ter fim.
Também pesa na memória popular a sequência de grandes escândalos de corrupção envolvendo governos e partidos de esquerda ao longo das últimas décadas. Para muitos brasileiros, a oportunidade dada à esquerda para transformar o país não produziu o desenvolvimento esperado — e a frustração acabou se transformando em voto.
Desde a redemocratização, na década de 1980, talvez nunca tenha existido uma bancada de direita tão expressiva no cenário nacional. O fenômeno revela uma mudança profunda no comportamento do eleitor.
Se Flávio Bolsonaro conquistar a Presidência e realizar uma boa administração, poderá abrir caminho para uma nova liderança nacional da direita, tendo Tarcísio de Freitas como um dos nomes naturalmente cotados para o futuro.
Daqui a 30 ou 50 anos, a História fará seus próprios julgamentos sobre Lula, o PT, a esquerda e seus governos. O que hoje é disputa política poderá amanhã ser analisado pelos resultados deixados para as próximas gerações.
Uma coisa, porém, precisa ficar clara: nenhum político deve receber um cheque em branco. Se Flávio Bolsonaro for eleito e fizer um bom governo, será reconhecido. Se não corresponder, o eleitor terá a mesma ferramenta que sempre teve: o voto para tirá-lo do poder.
O Brasil não pertence à esquerda nem à direita. Pertence ao povo. E o povo quer desenvolvimento.




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