Como o Governo Trump proibiu a exportação de chips de ponta para a China, ninguém sabia muito bem como os chineses conseguem treinar modelos de IA tão capazes (ou mais) quanto os modelos americanos. Mas a Anthropic disse que achou parte da resposta.
Em um relatório quilométrico carinhosamente chamado de “Detectar e combater o uso indevido de IA” a startup afirma que pelo menos 7 labs chineses usaram contas falsas, cartões e chaves roubadas para extrair respostas do Claude e treinar seus modelos, entre eles: DeepSeek, Moonshot e Xiaomi.
Não foram só os grandes labs que tiraram uma casquinha do Claude. Como a barreira de entrada despencou, qualquer indivíduo tem nas mãos a capacidade que antes era restrita a governos e equipes especializadas, o que gerou…
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Ciberataques autônomos: agentes encontraram brechas, roubaram dados e reconstruíram o próprio malware quando eram detectados.
- Espionagem russa: uma operação ligada ao Midnight Blizzard automatizou ataques a governos, diplomatas e organizações militares.
- Vigilância política: atores ligados a governos usaram Claude para mapear dissidentes, analisar milhares de posts e criar dossiês.
- Propaganda industrializada: campanhas de fake news, perfis falsos e conteúdo político em massa foram criadas.
- Armas reais: grupos desenvolveram software de foguetes, enxames de drones, guerra eletrônica e sistemas de mira – com testes em campo.
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Golpes românticos: uma empresa chinesa criou +20 apps de namoro, com 4,7 mil personagens de IA conversando com 25 mil pessoas e enviando 2,36 milhões de mensagens em duas semanas.
Segundo a Anthropic, seu modelo virou involuntariamente um professor clandestino de alunos chineses e a ameaça não está apenas no que a IA sabe fazer, mas em quantas pessoas agora fazem o que quiserem com ela.
Fonte: tech-drops-newsletter@mail.beehiiv.com




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