Quem disse que poder depende de território, armas ou fronteiras? A FIFA prova o contrário. A entidade máxima do futebol construiu uma influência global sem comandar um exército ou governar um país. Seu maior patrimônio é o controle sobre o esporte mais popular do mundo.
A dimensão desse poder impressiona. A FIFA reúne 211 associações nacionais filiadas, número superior aos 193 países-membros da ONU e aos 205 integrantes do Comitê Olímpico Internacional (COI). Ou seja, existem mais federações filiadas à FIFA do que países reconhecidos pela principal organização política do planeta.
Mas seu verdadeiro poder vai além da quantidade de membros. A entidade determina quem pode disputar suas competições, estabelece as regras, controla o acesso aos torneios e define os critérios de filiação. Quem sonha em jogar uma Copa do Mundo precisa seguir suas normas.
Em 2026, a Copa do Mundo alcançou um marco histórico. Pela primeira vez, 48 seleções disputam o principal torneio do futebol, ampliando o alcance da competição e levando mais países ao maior espetáculo esportivo do planeta.
Os números financeiros acompanham essa expansão. A FIFA movimenta contratos bilionários de patrocínio, direitos de transmissão e licenciamento de marcas. Sua receita anual chega a US$ 1,9 bilhão, colocando a entidade entre as organizações esportivas mais ricas do mundo.
Outro dado que chama atenção é a carga tributária. Em muitos eventos organizados pela FIFA, acordos com os países-sede garantem condições fiscais especiais. Em determinados contratos, a tributação efetiva fica em torno de 4%, percentual muito inferior ao pago pela maioria das empresas.
Sem território, forças armadas ou poder político formal, a FIFA exerce influência mundial controlando o evento esportivo mais assistido do planeta. Sua força está em definir quem participa, quais são as regras e como funciona a maior competição do futebol mundial.




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