Durante visita ao canteiro de obras da Ferrovia Transnordestina, realizada nesta quinta-feira (2), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou um novo aporte de R$ 600 milhões do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), administrado pela Sudene, para garantir a continuidade do empreendimento. O investimento reforça a importância estratégica da ferrovia para ampliar a competitividade da economia nordestina, reduzir custos logísticos e fortalecer a integração da região aos mercados nacional e internacional.
A agenda presidencial no Ceará contou com a participação do superintendente da Sudene, Francisco Alexandre, e marcou a entrega dos lotes 4 e 5 da ferrovia, entre os municípios de Acopiara, Piquet Carneiro e Quixeramobim, além do lançamento das obras do lote 6, que ligará Quixeramobim a Quixadá. A nova etapa representa um importante avanço na implantação de uma infraestrutura considerada essencial para o desenvolvimento econômico do Nordeste.
A Sudene desempenha papel fundamental no financiamento da obra. Até 2027, estão previstos R$ 7,4 bilhões em investimentos por meio do FDNE, sendo que R$ 6,4 bilhões já foram liberados, incluindo o novo aporte. Além disso, outros R$ 800 milhões provenientes do antigo Finor também foram destinados ao projeto. A autarquia ainda integra a governança da Transnordestina Logística S.A. como acionista.
Com orçamento estimado em R$ 15 bilhões, a ferrovia tem previsão de conclusão em 2029. A primeira fase já alcança 82% de execução e deve ser finalizada em 2027. Atualmente, cerca de cinco mil trabalhadores atuam direta e indiretamente nas obras.
Segundo Francisco Alexandre, a continuidade da Transnordestina impulsiona a geração de empregos, o aumento da renda e o fortalecimento da economia regional. Já o diretor da Sudene, Wandemberg Almeida, destacou que a ferrovia reduzirá custos logísticos, atrairá investimentos e fortalecerá cadeias produtivas. Quando concluída, a Transnordestina ligará importantes polos produtores do Nordeste ao Complexo Industrial e Portuário do Pecém, ampliando o escoamento da produção mineral, agropecuária e industrial da região.
Foto: Foto: Ricardo Stuckert / PR
Fonte: acmj@sudene.gov.br




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