Mais uma vez, uma idosa foi vítima de golpe em Macaíba (RN), onde criminosos, se passando por pessoas de confiança, conseguiram realizar um empréstimo em seu nome utilizando apenas uma foto e um aplicativo de reconhecimento facial. Esse caso, longe de ser isolado, se soma a uma série de denúncias similares que vêm se repetindo em diversas regiões do país.
É preciso perguntar: onde estão as autoridades? Onde estão os políticos que deveriam legislar para proteger a população mais vulnerável?
A facilidade com que se faz um empréstimo consignado hoje — muitas vezes sem sair de casa — é assustadora. Em vez de representar praticidade, esse modelo tem se tornado uma porta aberta para fraudes, abusos familiares e golpes orquestrados. Idosos, muitas vezes com pouca familiaridade com tecnologia ou dependentes de terceiros, são alvos fáceis para quem quer se aproveitar.
O Que Deveria Ser Feito?
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Obrigatoriedade de presença física em agências bancárias para realização de empréstimos por idosos.
Isso permitiria que funcionários capacitados observem sinais de coação ou confusão, protegendo o idoso. -
Criação de uma Lei que restrinja a oferta de empréstimos para pessoas acima de 65 anos, salvo em casos comprovados de necessidade pessoal (como despesas médicas, dívidas de moradia, etc.), com acompanhamento de um defensor público ou assistente social.
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Revisão urgente das taxas de juros cobradas em empréstimos consignados.
É inadmissível que essas operações, garantidas por desconto em folha, tenham juros tão altos, beneficiando apenas bancos e financeiras. -
Campanhas de conscientização e educação financeira voltadas para a terceira idade.
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Fiscalização e punição severa a parentes e terceiros que utilizem indevidamente dados de idosos para benefício próprio.
O Silêncio dos Políticos
Infelizmente, pouco ou nada se fala sobre isso no Congresso. É necessário levantar com urgência o debate sobre a relação entre políticos e instituições financeiras, pois muitos se beneficiam do lobby bancário e da manutenção dessas brechas legais.
Chega de impunidade. Chega de conivência.
Esta é uma cobrança pública para que os deputados federais e senadores proponham e aprovem medidas urgentes. Não podemos continuar permitindo que nossos pais e avós sejam explorados, enganados e financeiramente destruídos.




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