Da suavidade da pimenta biquinho à intensidade extrema da Carolina Reaper, cada variedade tem características próprias que podem transformar o sabor de uma receita. Além de acrescentarem cor, aroma e personalidade aos pratos, as pimentas são fontes de antioxidantes e possuem capsaicina, substância responsável pela sensação de ardência.
A intensidade pode ser medida pela escala Scoville, expressa em SHU (Scoville Heat Units). Quanto maior o número, maior a concentração de capsaicina e, consequentemente, a picância.
A dedo-de-moça, de ardência moderada e sabor levemente frutado, combina com molhos, carnes, peixes, caldos, farofas e geleias.
Já a biquinho, suave e levemente adocicada, é ideal para saladas, conservas, petiscos e tábuas de frios.
A jalapeño, típica da culinária mexicana, apresenta ardência média e vai bem em tacos, nachos, burritos, hambúrgueres e conservas.
A habanero, bastante picante e aromática, é indicada para molhos, marinadas e pratos mexicanos e caribenhos.
Tradicional na culinária brasileira, a malagueta é bastante picante e combina com moquecas, peixes, feijoada, carnes e molhos.
A pimenta-de-cheiro, muito usada no Norte e Nordeste, destaca-se pelo aroma marcante e pode ser utilizada em caldos, peixes, frutos do mar, refogados e pratos regionais.
A caiena, geralmente encontrada em pó, possui ardência acentuada e deve ser usada com moderação em carnes, sopas, legumes e marinadas.
Entre as mais intensas estão a Ghost Pepper (Bhut Jolokia) e a Carolina Reaper, indicadas para molhos e temperos destinados aos apreciadores de pimentas superpicantes. Devido à alta concentração de capsaicina, exigem cuidado no manuseio e devem ser utilizadas em pequenas quantidades.
A melhor pimenta, portanto, não é necessariamente a mais ardida, mas aquela que equilibra intensidade, aroma e sabor de acordo com cada preparação.
Fonte: caroline@dfreire.com.br