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03 agosto 2026

PF apura suposto esquema bilionário de lavagem de dinheiro com investigação envolvendo artistas do funk

Written by Dejackson Alvares de Farias
Polícia Justiça Federal, Operação Narco Fluxo, Polícia Federal Leave a Comment
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Uma investigação conduzida pela Polícia Federal lançou luz sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro que, segundo as apurações, teria movimentado aproximadamente R$ 260 bilhões por meio de uma complexa rede de empresas e operações financeiras. Entre os investigados estão artistas do cenário do funk, como MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, além de influenciadores digitais e outros envolvidos.

Batizada de Operação Narco Fluxo, a ação foi deflagrada pela Polícia Federal em 15 de abril de 2026, data em que foram cumpridos mandados judiciais autorizados pela Justiça Federal. Na ocasião, também ocorreram prisões temporárias e a divulgação das primeiras informações sobre a investigação.

De acordo com as autoridades, a suspeita é de que recursos provenientes de atividades criminosas, como o tráfico internacional de drogas e a exploração de jogos de azar clandestinos, tenham sido inseridos no sistema financeiro formal por meio de diferentes mecanismos destinados a ocultar sua origem.

As investigações apontam que empresas ligadas ao setor de entretenimento e à indústria fonográfica teriam sido utilizadas para dar aparência de legalidade às movimentações financeiras. Além disso, o uso de criptoativos, contas bancárias de terceiros e empresas consideradas de fachada também faz parte da linha investigativa, compondo um sofisticado modelo de ocultação patrimonial.

As estimativas sobre o volume financeiro analisado foram produzidas com base em levantamentos realizados pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e pelos órgãos responsáveis pela investigação.

Cerca de um mês após a operação, em 14 de maio de 2026, a Justiça Federal concedeu alvarás de soltura aos artistas que haviam sido presos temporariamente. Eles passaram a responder às acusações em liberdade, enquanto o processo segue em tramitação.

É importante destacar que a investigação ainda está em andamento e que os fatos continuam sendo analisados pelas autoridades competentes. Até o julgamento definitivo, prevalece o princípio constitucional da presunção de inocência, garantindo aos investigados o direito à ampla defesa e ao contraditório.

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