Imposto sobre combustível. Imposto sobre importação. Tributação de fundos, offshores e dividendos. Mudanças no PIS/Cofins, IOF, reoneração da folha e uma reforma tributária que cria novos mecanismos de cobrança.
Nos últimos anos, o governo Lula promoveu uma série de aumentos, retomadas e mudanças na tributação. A pergunta que fica para milhões de brasileiros é simples e inevitável: e o retorno de tudo isso para a população?
Porque quem paga a conta é o cidadão. Está no preço do combustível, dos produtos, dos serviços e no consumo diário. A arrecadação aumenta, mas o brasileiro quer enxergar resultados proporcionais: mais saúde, segurança, educação, infraestrutura, empregos e investimentos públicos.
E há uma contradição que precisa ser explicada. Segundo o dado informado, a Dívida Bruta do Governo Geral chegou a R$ 10,9 trilhões, ou 82,5% do PIB, em julho de 2026. Se o Estado arrecada tanto, por que a dívida continua crescendo?
É obrigação do governo apresentar respostas claras. Quanto foi arrecadado? Quanto foi gasto? Onde foi investido? Quais resultados foram entregues?
O cidadão não pode ser tratado apenas como fonte de arrecadação. Antes de criar ou aumentar tributos, o governo precisa demonstrar que está fazendo sua parte: cortar desperdícios, controlar despesas, combater privilégios, aumentar a eficiência e transformar arrecadação em serviços públicos de qualidade.
O brasileiro já sabe que paga impostos. O que ele não aceita é pagar cada vez mais sem conseguir enxergar, na prática, para onde está indo o dinheiro.
Mais arrecadação precisa significar mais resultado — e não simplesmente uma conta maior para quem trabalha e produz.