Enquanto milhões de brasileiros tentam equilibrar o orçamento dentro de casa, mais uma vez o cidadão comum recebe uma notícia amarga: neste mês de maio, a bandeira tarifária de energia elétrica passou para AMARELA. Traduzindo para a linguagem do povo, significa mais dinheiro saindo do bolso do trabalhador. O acréscimo será de R$ 0,01885 para cada quilowatt-hora (kWh) consumido, sob a justificativa de “condições menos favoráveis de geração”.
O problema é que o brasileiro já está cansado de ouvir desculpas técnicas enquanto a conta só aumenta. Chuva demais, chuva de menos, reservatórios baixos, custos operacionais, crise hídrica, manutenção… sempre existe um motivo para cobrar mais da população. Mas quando a situação melhora, dificilmente o consumidor sente algum alívio verdadeiro no bolso.
Quem define essas regras parece viver em uma realidade distante da maioria da população. Em gabinetes climatizados, criam sistemas e bandeiras tarifárias que acabam transferindo ao povo o peso da má gestão, da falta de planejamento e dos erros acumulados ao longo dos anos. O cidadão trabalha, paga impostos altíssimos, sustenta uma máquina pública gigantesca e ainda precisa conviver com aumentos constantes em serviços essenciais.
E o mais revoltante é que energia elétrica deixou de ser luxo há muito tempo. Hoje ela é necessidade básica. É ela que mantém alimentos conservados, crianças estudando, pequenos comerciantes funcionando e famílias minimamente confortáveis em dias de calor intenso. Mesmo assim, o consumidor continua sendo tratado apenas como alguém que deve pagar a conta sem questionar.
No fim das contas, a sensação é sempre a mesma: quando falta competência para administrar o sistema, sobra cobrança para o povo brasileiro. E mais uma vez, quem paga pela crise é justamente quem menos pode.
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