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25 setembro 2026

Macaíba se destaca na silvicultura do eucalipto no Rio Grande do Norte

Written by Dejackson Alvares de Farias
Agricultura EAJ, IBGE, ILPF, Macaíba, Pureza Leave a Comment
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Macaíba vem ganhando espaço no cenário da silvicultura do Rio Grande do Norte, especialmente pelo papel estratégico da ciência, da inovação e da integração entre produção rural e sustentabilidade.

De acordo com os dados mais recentes da pesquisa de Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS), do IBGE, o município responde por 300 m³ de lenha de eucalipto, movimentando cerca de R$ 24 mil. Embora Pureza concentre a maior produção comercial de eucalipto em tora, Macaíba apresenta um diferencial que vai além dos números da produção.

O município abriga a Escola Agrícola de Jundiaí (EAJ/UFRN), que contribui para pesquisas e experimentos voltados à adaptação do eucalipto às condições de solo e clima do semiárido potiguar. Estudos analisam diferentes clones e espaçamentos de plantio, buscando maior produtividade com uso eficiente da água e dos nutrientes.

Outro destaque é a utilização do eucalipto em sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). Plantadas em fileiras dentro das pastagens, as árvores podem proporcionar sombra e proteção contra os ventos, além de oferecer ao produtor uma fonte complementar de renda com a comercialização da madeira.

O eucalipto tratado também pode contribuir para reduzir a pressão sobre a vegetação nativa. Utilizado em cercas, estacas e estruturas rurais, o material apresenta maior durabilidade e pode substituir parte da utilização de madeiras nativas da Caatinga, contribuindo para uma atividade rural mais eficiente e ambientalmente responsável.

Além disso, Macaíba lidera o extrativismo de madeira em tora de mata nativa no estado, com 8,6 mil m³ registrados. Nesse contexto, ampliar alternativas de madeira cultivada e tratada representa uma oportunidade para conciliar produção, inovação tecnológica e preservação ambiental.

Mais do que um polo produtor, Macaíba se consolida como um território onde conhecimento científico e atividade rural podem caminhar juntos, fortalecendo a economia local, diversificando as atividades do campo e criando novas perspectivas para o desenvolvimento sustentável.

A presença da EAJ/UFRN reforça ainda a importância do município como espaço de pesquisa e formação profissional, aproximando conhecimento acadêmico das necessidades dos produtores e das características do semiárido potiguar.

Fonte: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/48118-valor-de-producao-da-silvicultura-e-da-extracao-vegetal-cresce-6-7-e-soma-r-47-9-bilhoes

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