Setembro é um mês importante para ampliar a conscientização sobre as doenças pulmonares. O Dia Mundial da Fibrose Pulmonar Idiopática (FPI), celebrado em 7 de setembro, e o Dia Mundial do Pulmão, em 25 de setembro, chamam atenção para uma enfermidade rara, progressiva e ainda pouco conhecida.
A FPI provoca o surgimento de cicatrizes no tecido dos pulmões, que se tornam progressivamente mais rígidos e perdem capacidade de realizar adequadamente as trocas gasosas. Falta de ar, tosse seca persistente e cansaço estão entre os principais sintomas, mas podem ser confundidos inicialmente com problemas respiratórios mais comuns, o que contribui para o diagnóstico tardio.
No Brasil, os dados epidemiológicos ainda são limitados. Estimativas utilizadas em protocolos de saúde apontam para 6.841 a 9.997 novos casos de FPI por ano. Um estudo publicado em 2025 identificou ainda 61.518 mortes atribuídas à doença no país entre 1996 e 2023, com 3.778 óbitos registrados somente em 2023.
Nesse cenário, uma nova perspectiva surgiu em 2026. A Anvisa aprovou o Jascayd (nerandomilaste) para adultos com FPI e Fibrose Pulmonar Progressiva (FPP). A decisão, baseada nos estudos clínicos de fase 3 FIBRONEER, representa, segundo as informações divulgadas sobre a aprovação, a primeira inovação terapêutica em uma década para FPI e em mais de cinco anos para FPP.
A novidade reforça a importância da pesquisa científica e do diagnóstico precoce. Embora a fibrose pulmonar ainda não tenha cura, tratamentos podem ajudar a desacelerar a progressão da doença e preservar a função pulmonar.
Neste setembro, a mensagem é simples: respirar bem não deve ser considerado um detalhe. Sintomas persistentes merecem investigação médica.
Fonte: paloma.costoya@ketchum.com.br