Imagine um espelho em uma praça.
O espelho que distorce a imagem agrada a quase todos. Ele alonga, afina, esconde imperfeições. As pessoas param, sorriem e gostam do que veem. Logo, a praça fica cheia. Esse espelho é o falso: ele reflete o que os outros querem ver, não o que realmente é..
Já o espelho verdadeiro não disfarça nada. Ele mostra rugas, falhas, marcas e virtudes. Muitos passam rápido, desviam o olhar e vão embora, porque não querem encarar a realidade. Poucos ficam — mas esses que ficam são os que aceitam a verdade.
Assim, o espelho falso tem uma multidão ao redor.
O espelho verdadeiro tem poucos diante dele.
Mas esses poucos veem o que é real — e não uma ilusão.