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03 maio 2026

China disse não para Meta e Manus

Written by Dejackson Alvares de Farias
Internacional, Negócios e Economia China, Cingapura, IA Leave a Comment
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O Partido Comunista da China (CCP) bloqueou a aquisição da startup local

Se você acha que para comprar uma startup chinesa é só oferecer bilhões de dólares, fazer as malas do time e trazê-los para o ocidente… você se esqueceu de uma parte importante do processo: a benção do governo chinês. Algo que a Manus não tinha – resultando no bloqueio da aquisição de US$ 2 bilhões pela Meta.

Do lado americano, o governo já fez de tudo para frear os avanços da China na IA: baniu exportações de chips, restringiu vendas, adicionou fornecedores chineses nas listas proibidas, barrou investimentos em startups chinesas, etc…

Do lado chinês, os efeitos não surtiram como esperado. A China segue avançando com modelos open-source que demonstram tanta capacidade ou mais que os modelos de ponta fechados da OpenAI, Google e Anthropic.

Mesmo com esse climão, Mark Zuckerberg cruzou o oceano para adquirir uma promissora startup de agentes de IA por US$ 2 bilhões. A timeline de eventos dos últimos 12 meses foi movimentada:

  • Março de 2025 Manus lança seus agentes de IA. A lista de espera chega em 2 milhões na primeira semana com convites sendo revendidos por US$ 1.400.

  • Abril de 2025: a empresa levanta US$ 75 milhões em uma rodada liderada pela Benchmark.
  • Junho de 2025: a empresa se muda da China para Cingapura, enxuga a equipe chinesa e realoca membros para o outro país.
  • Agosto de 2025: a startup chega aos US$ 90 milhões de receita anual.
  • Dezembro de 2025: a Meta anuncia a aquisição do Manus por ~US$ 2 bilhões.
  • Março de 2026: autoridades chinesas congelam os passaportes dos dois cofundadores (Xiao Hong e Ji Yichao), que não podem mais deixar o país.
  • Abril de 2026: a China bloqueia formalmente a aquisição da Meta e manda reverter a operação.

A verdade: o processo de reversão não vai ser simples. As equipes já estavam integradas, a investidora já distribuiu os recursos de liquidez, o produto já está parcialmente integrado…

A consequência: a partir de agora, formalmente, todo investimento dos EUA nas startups chinesas vai precisar de aprovação governamental.

Fonte: newsletter@mail.techdrop.news

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