Uma mulher morta a cada seis horas. A cada 30 minutos, uma mulher recorre à polícia em busca de socorro diante de uma situação de violência. Por trás de cada número existe uma história, uma família destruída, sonhos interrompidos e, muitas vezes, uma vida que poderia ter sido salva.
Os dados são um alerta para toda a sociedade. A violência contra a mulher não pode ser tratada como um problema restrito às vítimas ou às suas famílias. É uma questão social que exige a participação de todos: cidadãos, escolas, empresas, comunidades, instituições e, principalmente, do poder público.
Muitas mulheres enfrentam agressões físicas, psicológicas, sexuais e patrimoniais em silêncio. Algumas sentem medo. Outras se veem impotentes diante das ameaças e da dependência emocional ou financeira. Há também aquelas que não sabem onde procurar ajuda ou acreditam que ninguém irá protegê-las.
É justamente por isso que precisamos falar sobre o assunto.
Leve esse debate para a sua vizinhança, para a escola, para o ambiente de trabalho, para a igreja, para as associações comunitárias e até para aquele grupo de WhatsApp. Uma conversa pode abrir os olhos de alguém. Uma denúncia pode interromper um ciclo de violência. Um gesto de acolhimento pode dar coragem para uma mulher pedir ajuda.
Políticos e autoridades também precisam agir. É fundamental ampliar políticas públicas de prevenção, fortalecer as redes de proteção, garantir atendimento humanizado às vítimas e responsabilizar os agressores dentro da lei.
Não podemos esperar o amanhã para reagir. O combate à violência contra a mulher precisa acontecer agora, todos os dias, em todos os lugares.
Basta de silêncio. Basta de omissão. Basta de violência.
Que cada um faça a sua parte. Porque nenhuma mulher deveria precisar lutar sozinha para sobreviver.