A aquicultura do Rio Grande do Norte ultrapassou R$ 1 bilhão em valor de produção em 2025, segundo a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa crescimento de 13,31% em relação aos R$ 889,8 milhões registrados em 2024..
O camarão foi o grande responsável pelo desempenho do setor, respondendo por 77,65% do valor da aquicultura potiguar, com R$ 782,87 milhões. As larvas e pós-larvas de camarão acrescentaram R$ 181,18 milhões, equivalentes a 17,97% do total.
A carcinicultura produziu quase 38 mil toneladas em 2025, chegando a 37,98 milhões de quilos. Com esse resultado, o Rio Grande do Norte manteve a segunda posição entre os maiores produtores de camarão do Brasil, atrás do Ceará, respondendo por 5,15% da produção nacional.
Entre os municípios potiguares, Pendências teve papel de destaque. O município produziu volume equivalente a 5,15% da produção brasileira e ocupou a terceira posição no ranking nacional, atrás de Aracati e Jaguaruana, ambos no Ceará.
Em valor de produção, Pendências também liderou no RN, com R$ 177,62 milhões. Na sequência aparecem Canguaretama, com R$ 126,72 milhões; Arez, com R$ 126 milhões; e Senador Georgino Avelino, com R$ 123,20 milhões.
Além do camarão, a tilápia movimentou R$ 32,91 milhões. Outro destaque foi a criação de ostras, vieiras e mexilhões, que alcançou 310 toneladas, crescimento de 77,14% em relação a 2024. O valor produzido praticamente dobrou, passando de R$ 3,70 milhões para R$ 7,26 milhões.
Os números reforçam a importância econômica da aquicultura para o Rio Grande do Norte e mostram a expansão de diferentes atividades ligadas à produção aquícola potiguar.