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23 abril 2026

Anuário Estadual de Mudanças Climáticas

Written by Dejackson Alvares de Farias
Diversos CAR, Mudanças climáticas, Orçamento Climático Leave a Comment
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O Anuário Estadual de Mudanças Climáticas destaca que integrar a agenda climática ao planejamento de longo prazo nas 27 unidades federativas é essencial para reduzir desigualdades, mitigar riscos de eventos extremos e orientar investimentos públicos. A publicação, baseada em dados consolidados, reforça que estados têm papel central na implementação de metas nacionais e compromissos internacionais, sendo responsáveis por ações concretas como transição energética, combate ao desmatamento e gestão de desastres.

O estudo aponta avanços na governança climática, mas de forma desigual entre os estados. Enquanto alguns já possuem planos estruturados, inventários de emissões e orçamento climático, outros enfrentam limitações institucionais e financeiras. A adoção do chamado Orçamento Climático tem sido um avanço importante, permitindo maior transparência sobre os recursos destinados à mitigação e adaptação.

O contexto recente reforça a urgência do tema. Tragédias como enchentes, secas e ondas de calor têm causado perdas humanas e econômicas significativas. O ano de 2024 foi um dos mais severos em desastres climáticos, e 2025 trouxe avanços institucionais impulsionados pela mobilização em torno da agenda climática.

Entre os principais desafios estão fragilidades na implementação de políticas, como no Cadastro Ambiental Rural (CAR), que apresenta baixo nível de análise de dados em diversos estados. Além disso, há uma lacuna na adaptação climática, com predominância de ações reativas em vez de planejamento preventivo.

O anuário também destaca oportunidades, como a recuperação de pastagens degradadas, que pode aumentar a produtividade e reduzir emissões, e o papel estratégico das florestas na remoção de carbono. Apesar da redução recente do desmatamento, o aumento das queimadas em vários biomas indica que a pressão ambiental persiste.

A principal conclusão é que a agenda climática deixou de ser apenas ambiental, tornando-se também econômica e social. Investir em planejamento climático é fundamental para reduzir prejuízos futuros e fortalecer a resiliência dos estados brasileiros.

Fonte: Centro Brasil no Clima (CBC) e Instituto Clima e Sociedade (iCS) –  raquel.gentil@trevocomunicativa.com.br

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