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11 junho 2026

A Temida Família “P”: Quando os “Ps” Assumem o Controle da Sua Vida

Written by Dejackson Alvares de Farias
Diversos Partidos políticos, Políticos, Psicólogo Leave a Comment
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Existe uma família silenciosa que influencia a vida de praticamente todo ser humano. Ela não mora na sua rua, não paga condomínio e nem aparece nas fotos de Natal. Ainda assim, está presente em todos os lugares.

É a temida Família “P”.

Os integrantes mais conhecidos são: Psicólogos, Políticos, Partidos, Pesquisadores, Palestrantes, Professores, Pregadores e, claro, a infinita coleção de siglas partidárias que adoram a letra P.

A atuação dessa família é tão intensa que muitos acreditam que ela seja responsável por um dos maiores problemas da humanidade: fazer as pessoas pensarem.

O psicólogo e o perigo da reflexão

Você chega ao psicólogo querendo resolver um problema simples.

— “Doutor, estou triste.”

O profissional responde:

— “E por que você acha que está triste?”

Pronto. O que poderia ser uma conversa de dois minutos se transforma numa viagem de meses pela infância, adolescência, traumas, relacionamentos e escolhas de vida.

Os políticos e a indústria da promessa

Já os políticos pertencem ao ramo mais antigo da Família P.

Eles aparecem em períodos específicos do calendário nacional prometendo resolver tudo: saúde, educação, segurança, mobilidade, felicidade, prosperidade e, se possível, até o clima.

Os partidos e a crise de identidade

Os partidos políticos talvez sejam os membros mais criativos da família. Alguns passam décadas tentando convencer a população de que mudaram. Em certos casos, a mudança é tão profunda que até o nome é alterado.

O antigo PMDB virou MDB. O “P” foi embora.

Talvez tenha sido uma tentativa de emagrecimento eleitoral.

Talvez uma estratégia de marketing.

O grande problema dos “Ps”

A verdade é que todos os integrantes dessa família possuem uma característica em comum.

Eles adoram fazer perguntas. E o cidadão acaba sendo obrigado a pensar. E pensar dá trabalho. Pensar exige comparar. Pensar exige questionar. Pensar exige admitir que nem sempre estamos certos.

A teoria da felicidade sem os “Ps”

Segundo especialistas existe uma hipótese curiosa:

Se as pessoas pensassem menos, discutissem menos política, analisassem menos problemas e questionassem menos decisões, talvez passassem menos tempo preocupadas.

Sem pessoas pensando, não haveria debates.

Sem debates, não haveria pesquisas.

Sem pesquisas, não haveria análises.

Embora, convenhamos, às vezes seria mais fácil se todos os integrantes dessa família tirassem férias ao mesmo tempo. Afinal, pensar demais também dá dor de cabeça. E nisso até a Família P parece concordar.

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