Sem produto e sem receita, mas com o nome do ex-chefe de design da Apple, a OpenAI pagou US$ 6 bilhões pela Love From no ano passado. Agora, chegou a hora de colocar a expertise do criador do iPhone, iPod, iMac e iPad pra jogo e a OpenAI está desenvolvendo o próprio smartphone!
Entre os parceiros escolhidos para fabricação estão a MediaTek e a Qualcomm para os processadores e a Luxshare como parceira exclusiva para o projeto e fabricação do sistema. A produção em massa está prevista para 2028.
Os players tradicionais (Apple, Samsung, Motorola, Nokia) passaram décadas construindo sistemas baseados em apps e cliques. A OpenAI quer deletar essa camada e criar um SO baseado em perguntas e ações: sem tela inicial, sem troca de aplicativos… bastará dizer o que você precisa e ele cuida de tudo.
Apps viram Agentes
Ícones viram Tasks
Grades (grids) viram Fluxos (streams)
A OpenAI está apostando nessa mudança, mas por que ela?
- Controle: ao ter o próprio sistema operacional e hardware, a OAI pode distribuir seus agentes de IA de forma mais abrangente.
- Inferência: smartphone é o único dispositivo que captura o estado completo do usuário em tempo real, que é a entrada mais importante para a inferência.
- Escala: categoria já validada e dispositivo de maior projeção de escala no longo prazo.
- Independência: evitar a possibilidade real de ter que se adaptar às regras do jogo dos concorrentes (Google no Android, Apple no iOS).
A OpenAI já tem a marca, os modelos e uma bela vantagem de 1 bilhão de usuários do ChatGPT. Agora, se conseguir morder um pedacinho da venda anual de 300-400 milhões de smartphones, vai adicionar uma fonte de receita bem relevante – e talvez conseguir pagar parte das dezenas de bilhões de dólares já comprometidas para os próximos anos.
→ a OpenAI também renegociou sua parceria com a Microsoft: OAI fica livre para trabalhar com concorrentes na venda dos seus modelos mas continua compartilhando parte da receita até 2030. A MSFT em contrapartida deixa de compartilhar receita de venda dos modelos.