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27 abril 2026

5% das patentes em biotecnologia do Brasil partem das universidades federais do Nordeste

Written by Dejackson Alvares de Farias
Negócios e Economia Sudene, UFC, UFMA, UFPB, UFPE Leave a Comment
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As universidades federais do Nordeste têm papel relevante no avanço da bioeconomia no Brasil, sendo responsáveis por 15% dos pedidos de patentes em biotecnologia no país, segundo levantamento da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) na plataforma Data Nordeste. O estudo “Bioeconomia no Nordeste: biodiversidade, inovação e desenvolvimento” apresenta um panorama atualizado do setor, destacando cadeias produtivas e oportunidades estratégicas.

A bioeconomia baseia-se no uso sustentável de recursos renováveis — como plantas, animais, microrganismos e resíduos biológicos — aliados à inovação tecnológica para gerar produtos, energia e soluções mais eficientes. Esse modelo contribui tanto para a preservação ambiental quanto para a redução da dependência de combustíveis fósseis.

O Nordeste se destaca nesse cenário graças ao fortalecimento de seu ecossistema de inovação, especialmente nas instituições de ensino superior. Entre as universidades líderes em registros de patentes estão a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), com 167 pedidos, seguida pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), com 156, pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), com 120, e pela Universidade Federal do Ceará (UFC), com 111.

Além da produção científica, a região possui rica biodiversidade com potencial econômico. No Maranhão, o babaçu é amplamente utilizado na fabricação de bioplásticos, cosméticos, fármacos e bioenergia. Já no Rio Grande do Norte, importante produtor de camarão, resíduos como cascas são aproveitados para a extração de quitosana, um biopolímero com aplicações médicas, agrícolas e alimentícias.

A bioeconomia também vem ganhando espaço nas políticas públicas. A Sudene tem investido em iniciativas como a Rede Impacta Bioeconomia, que promove integração entre academia e setor produtivo. Em 2024, em parceria com a Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), foram destinados recursos para projetos focados na valorização de produtos regionais, como umbu, maracujá-da-caatinga e mel.

Esse conjunto de ações reforça o papel estratégico da bioeconomia no desenvolvimento sustentável do Nordeste.

A plataforma Data Nordeste reúne e disponibiliza dados atualizados sobre a área de atuação da Sudene, com infográficos, boletins e painéis interativos. A ferramenta fortalece a transparência, a acessibilidade e a gestão estratégica de informações sobre a Região. Mais informações estão disponíveis no site www.datanordeste.sudene.gov.br .

Fonte: ascom@sudene.gov.br

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